Espírito Santo em Ação

Alimentos e bebidas

O setor produtor de alimentos e bebidas compõe-se principalmente de um extenso mosaico de micro, pequenas e médias empresas no País, cujo padrão de concorrência varia muito de segmento para segmento.Este aspecto atomizado da produção certamente tem sido acompanhado por elevado grau de mortalidade das empresas.

Apesar disso, atuam no setor empresas bem estruturadas e de grande porte, com grande capacidade competitiva e de expansão.

No mercado regional reproduz-se em boa medida os padrões do mercado nacional, com o predomínio de algumas empresas multiprodutos, que têm em segmentos determinados forte participação. No geral, a configuração da indústria de alimentos e bebidas poderia ser resumida, como segue:

• produções majoritariamente substituidoras de importações: segmentos de doces e condimentos, torrefação e moagem de café, bebidas, abate e industrialização de aves e suínos;

• produções majoritariamente exportadoras: balas e chocolates, sorvetes;

• produções em transição para a exportação: biscoitos e massas, abate/industrialização de bovinos.

De acordo com a classificação do IBGE (Classificação Nacional de Atividades Empresariais – CNAE), a fabricação de produtos alimentícios e bebidas abrange nove divisões a três dígitos, como segue:

• Abate e preparação de produtos de carne e de pescado;

• Processamento, produção, conservas, frutas, legumes e outros vegetais;

• Produção de óleos e gorduras vegetais e animais;

• Laticínios;

• Moagem, fabricação de produtos amiláceos, rações balanceadas para animais;

• Fabricação e refino de açúcar;

• Torrefação e moagem de café;

• Fabricação de outros produtos alimentícios;

• Fabricação de bebidas.

No aspecto que envolve a maturidade do arranjo produtivo, pode-se analisar que o setor encontra-se ainda em estágio embrionário.

Isso porque, com exceção de alguns segmentos — como o produtor de cachaça — a indústria de alimentos e bebidas no Espírito Santo possui baixo nível de articulação entre empresas e instituições externas de pesquisa e de apoio. Além disso, alguns fatos merecem atenção:

• a presença agressiva de marcas nacionais, e até internacionais, acabam condicionando a atuação empresarial local;

• da mesma forma, mudanças profundas na relação com o varejo, tanto de escala (hipermercados, shoppings), quanto de escopo (difusão da automação de base microeletrônica e de novas técnicas organizacionais).

• o crescimento lento da economia gera pouco estímulo à competitividade nos setores de alimentos poucos diferenciáveis, que dependem fortemente dos níveis de salários e de emprego;

• no setor de refrigerantes ocorre acirrada concorrência de marcas de segunda linha, pejorativamente chamadas de “tubaínas”, que acabam desqualificando o mercado;

• grande informalidade, como a existente no setor de abate de animais, principalmente de bovinos, e da produção de cachaça, dificulta a permanência de firmas legalmente constituídas;

• ainda no setor de abate e preparação de carnes, há enormes perdas devido à baixa taxa de ocupação da capacidade instalada, em boa parte devido à insuficiência de matéria-prima na região.

Espírito Santo em Ação © Copyright 2009, Espírito Santo em Ação

Rua. José Alexandre Buaiz, 190 - Ed. Master Tower - Sala 1414 - 14º andar - Enseada do Suá - Vitória - ES
TEL: (27) 2122-7783 | FAX: (27) 2122-7779

Fivecom