Entender a formação natural e espontânea dos distritos industriais, clusters ou arranjos produtivos requer a compreensão de que são aglomerados de empresas, de uma mesma atividade produtiva, formados espontaneamente, sem a interferência de uma política governamental que ?crie? ou forneça condições infra-estruturais para tal surgimento. Esses casos podem ser classificados de ?arranjos produtivos clássicos?, ou seja, aqueles que se constituem em aglomerados de empresas em torno de uma região, que possui alta especialização da produção e certo grau de ações coletivas entre as firmas existentes.
Isso significa dizer que tais aglomerações produtivas possuem características naturais, próprias, que estão consolidadas no processo de formação sócio-cultural da região e das pessoas que nasceram e habitam o local de origem das empresas. Diante disso, entender um pouco dessas condições históricas permite-nos uma melhor compreensão das relações qualitativas existentes entre empresários, trabalhadores e pessoas relacionadas direta e/ou indiretamente a uma atividade produtiva.
A concentração de empresas, caracterizando um arranjo produtivo, permite economias de escala, com volume total maior resultando em custos menores para cada uma. As empresas se tornam mais competitivas devido à eficiência coletiva.
As partes que formam um arranjo produtivo local devem manter ou ter a capacidade de promover uma convergência em termos de expectativas de desenvolvimento, estabelecer parcerias e compromissos para manter e especializar os investimentos de cada um no próprio território, e promover ou ser passível de uma integração econômica e social no âmbito local.