Espírito Santo em Ação

Estudo mostra que aeroporto de cargas da Serra é viável


07.07.2010

 A ideia da administração do município de Serra de investir na área de logística, com a construção um aeroporto voltado para o transporte de cargas, tem viabilidade técnica e econômica. Isso é o que mostram os dados de um estudo encomendado pela cidade a uma empresa paulista de consultoria.

O levantamento ainda não foi concluído - ficará pronto somente em meados do próximo mês - mas os dados comprovam a viabilidade do projeto, informa o secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Jessé Moura Marques. "Os resultados são positivos e superam as nossas expectativas iniciais", destaca.

A área aprovada para sediar o empreendimento, que tem custo estimado superior a R$ 300 milhões, tem 8,5 km2 e fica entre Jacaraípe e Nova Almeida, ao lado da rodovia ES 10, no planalto de Nova Almeida. Segundo o estudo, a região tem capacidade de navegação e não registra impedimentos no seu entorno. A área é ocupada por plantação de eucalipto e a maior parte dela pertence à Fibria (antiga Aracruz Celulose).

O outro dado positivo mostrado pelo levantamento é a existência de volume de carga suficiente para a garantir a frequência dos voos. O estudo preliminar, segundo Marques, indica que, no período de 1996 a 2010, uma média diária de 30 a 40 toneladas de cargas são movimentadas por aeroportos concorrentes ao Eurico Salles, em Vitória.

Para receber aeronaves cargueiras, a pista do terminal de cargas teria de 2,6 mil a 3,6 mil metros de comprimento. "Quanto maior a pista, maior será a capacidade das aeronaves", explica o secretário. Na primeira etapa, a pista poderia ser de 2,6 mil metros, e ampliada, numa fase seguinte, de acordo com a demanda das empresas importadoras e exportadoras.

Por enquanto não está sendo discutida a construção de terminal para passageiros, embora a área comporte a ideia. O município, entretanto, já discute a implantação, no entorno do terminal de cargas, de uma base para manutenção e reparo de aeronaves, principalmente as que atendem à indústria de petróleo e gás.

Não está descartada, informa Marques, a construção de uma base para pouso e decolagem de helicópteros que atendem às plataformas marítimas. No entorno do terminal há a possibilidade ainda de um complexo industrial para as empresas que seriam as principais usuárias do aeroporto.

Fonte: A Gazeta.

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